Você pode me possuir profundamente somente em palavras, nas pequenas sutilezas e toques clandestinos. Eu sei dos seus mil tratados de abandono dentro de você. Os tais tratados secretos. Que eu conheço tão bem, porque meti o pé na porta e entrei sem pedir licença. Invadi, absorvi, te absorvi, não tem como não te saber mais, é tarde, o acontecido não pode desacontecer. Também por isso sei que não vai controlar a vontade de falar comigo, de me ver esporadicamente. Por isso sei que é falso quando diz que não pode sofrer levando adiante um-doze-avos do que poderíamos ser – por querer inteiro e não pela metade. Isso não é sofrer. Sofrer é ficar longe, sabemos disso. Eu nunca disse que seria fácil, nunca. Não me queira engavetar num dos compartimentos do seu coração que tem o rótulo de amores platônicos. Eu poderia ter sido, num passado nem tão distante assim, mas hoje, platônico é tudo o que não somos. Não dá pra voltar, lembra? É tarde demais para abandonar os castelos construídos onde a areia é movediça. Porque tem uma hora que o que sou e o que você é se confunde com o próprio movimento da areia, e me desculpe por lhe esfregar a verdade que tanto esfola na sua fuça: essa hora já aconteceu.

Lindo!!! Transparência de sentimentos e sentidos em forma de palavras, esse texto. Amei!!! :)
Beijos
olá muito bonito.
bjs naty
A verdade sempre virá. Hora ou outra, ela sempre virá.
a dor a mar. adora amar. a dor adora amar. (rodrigo a.)
ai que coisa mais dolorida!! =/
adoro esfregação de verdades nas fuças.
Venha aqui me contar essa história, venha :)