Fim de junho. E eu já começo a contar os dias – faltam exatamente oito. Sexta da semana que vem é a data que o melhor amigo distante de todos os tempos desembarca em São Paulo. Dia 29, um dia depois de São Judas, dia 29, meu dia.
Nunca havia escrito uma linha sequer sobre ele. E ele escreveu seu primeiro livro e não bastando me enfiar em boa parte daquelas folhas nas historinhas mais bizarras de segredinhos trocados e depoimentos sórdidos, dedicou a obra pra mim, impresso na primeira página, Para Tatit, que é abraço. Ele que namorou e morou com uma menina tão especial e tão querida, mas tão, que se ele tivesse o mínimo de juízo não teria desgrudado da moça nunquinha. Ele que durante um tempo roubou meus textos e sentimentos e ficou de castigo por conta disso. Ele que toma conta de mim mesmo eu sendo a irmã mais velha. Meu guru, meu pai-diná, meu oráculo, visionário, conselheiro.
É louco, é adorável. Rodrigo Levino apesar de mudérno é de vanguarda. Antigo, das piadas ótimas que ele mesmo não ri. Do sotaque potiguar, do sorriso de boca fechada. Das músicas bregas e porres de Dolmeq. Ele vem agora pra um porre daqueles comigo, pra noite de falação de merda, risadas e choros, que eu sei que vão rolar, com ou sem White Stripes, no boteco mais pé-sujo que cruzar o nosso caminho. E até o fim do ano promete mudar pra São-Sumpaulo de mala e cuia. Saravá, meu nêgo, saravá!
Pode parecer loucura, mas eu não lembro quanto tempo faz que nos conhecemos. Quantos Big Brothers foram mesmo? … Eu sempre fui péssima em matemática. Mas não importa, o único número realmente importante hoje é só um: 29. Contando os dias, mon chéri, contando os dias!

Bienvenido camarada Levino, q rendeu uma noitada cultural no bairro mais boêmio de SP, regada a birita e amigos fófis, mucho fófis, q me fizeram confirmar q Deus tem mesmo muito senso de humor negro: escolher minha profissão por conta de amar escrever e por causa dela me afastar de todos os livros e poemas iniciados, ainda ñ sei se é irônico ou cruel, só pra combinar com o filme nacional Inesquecível. Foi este camarada potiguar q já rendeu um livro e escreveu na Piauí q me fez questionar como ainda não faço parte do selo Jovens Escribas… Aceita uma aspirante a escriba paulista jornalistinha de merda? Hehe… Bom saber q estará de volta! Posso me incluir num boteco pé sujo com vocês e rir até quase vazar? Pena q é publicitário, mas ninguém é perfeito mesmo… Haha…
Pior que publicitário: advogado. Acredita?
E pode se incluir sim, Fran. Mas na segunda e terceira e quarta noite, porque na primeira, nem vc, nem Tati, nem mais ninguém participará. Já tá combinado desde o ano passado quando ele foi embora. Manguaçar falando das verdades até o dia raiar.
=)
Hahahahahaha! Meu fígado começa a se preparar psicologicamente para este encontro etílico. Obviamente quando o álcool bater sem piedade, algumas lágrimas rolarão, afinal, bêbado que é bêbado sempre chora quando diz que ama alguém. Eu amo a porra da Tatit e dei pra ela meu filho, meu livro. E já são seis Big Brothers… Caralho, o tempo voou…
Melhor coisa é receber amigos. Doida que tu quem venha me visitar, ó. Saudade dos cachinhos mais charmosos dessa vida :*
Também te amo, bem muito, e tu sabe. Só não me chama de “porra de Tatit” que eu tô menstruada, sensível, sabe como é, fico toda “melindres”.
Van, e olha que sorte a minha. Recebo esse bonito aí primeiro e logo em seguida vem a ex dele, que é a lindona que eu cito no texto.
E eu queria muitão ir no seu aniversário, moça das sardas charmosas. Hugo vai pra Fortaleza em julho, vou mandar por ele um saco todo cheio de beijos pra tu.
=)