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Archives pour septembre 2007

Ando feliz, assim, sem mais nem menos. Mentira, a verdade é: sem mais e com um monte de menos. Mas parece que esses menos chegaram só pra me fazer feliz. Subtração de coisas que a gente cria na nossa cabeça, semi-angústias pra se distrair. Pra quê, afinal? Por quê? Mas o fato é que eu [...]

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Das coisas que eu adoro ouvir.

“NÃO CONTO! afinal eu sou uma mulher, não um saco de batatas!”
Pri, se coçando pra contar qualquer segredo que tenha se proposto não contar, só pra fazer surpresa.
“dá pra acreditar, Tatcccchhhhiana????”
Claudia, todas as noites ao telefone.
“vai um binóculo hoje, moçabonita? nem flanela?”
Homem que vende binóculos e flanelas, todos os dias que está calor e o [...]

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Semaninha corrida.

Sempre que estive exausta fiquei sem escrever. Não por não conseguir ou faltar inspiração, simplesmente por estar exausta de todas as outras coisas que não são escrever. Escrever é um hábito que alimento desde a infância. Sempre se tem alguma coisa pra dizer, mesmo quando não se tem nada. Qualquer (pre)texto, qualquer desculpa ou detalhe [...]

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eu queria te mandar a bad dream do keane.
a you never had it do magic numbers.
o último texto que o sr. palito escreveu.
um recado atemporal te dizendo que na cultura ontem enquanto o jogo do Brasil não começava passava o “piano e voz” da ná ozzetti.
como se você pudesse se emocionar como eu. com a [...]

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Amigos.

Quando tudo tudo vai de mal a pior, quando tudo vai de pior a mil vezes pior, quando o dia é O dia mais horroroso do mundo, quando nada dá certo, quando você discute com as pessoas mais especiais, grita com o marido, briga com o chefe, perde o controle e grita com a filha [...]

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Me esquece. parte XI.

Não esquecer é Samuel Becket, esperando Godot. Esquecer é Bertold Brecht, em todas as peças, quando diz de forma clara ou nas entrelinhas que você tem que assumir o comando.

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Me esquece. parte X.

Não esquecer é querer ser legal, aceitar a amizade mesmo sabendo que não é possível dar conta de sustentá-la. Não esquecer é ceder às condições do outro. Isso pode, isso não pode. Nao esquecer é pensar que alguma coisa já é melhor que nada, que qualquer contato é melhor que contato nenhum. Esquecer é não [...]

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Me esquece. parte IX.

Não esquecer é saber que precisa se desprender mas não fazer por dó. Precisar pôr fim e ter pena, lamentar. Não esquecer é chorar sobre o caixão da relação morta. Esquecer é, ao sinal de qualquer recaída, sufocar o peito e repetir: acabou, fim, morreu. E seguir como se nada houvesse.

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Me esquece. parte VIII.

Não esquecer é escrever um último email. Só pra se justificar, pra explicar o porquê do adeus. Esquecer é ir embora sem nem ver se a porta ficou aberta ou não. Afinal tanto faz, porque naquela casa não há mais nada seu, nem qualquer coisa que tenha tanto valor que precise da sua preocupação. Esquecer [...]

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Me esquece. parte VII.

Emudeceu. Não abriu mais aquelas páginas. Não encontrou mais aquelas letras. Não soube das músicas que o outro acabara de ouvir nem das fotos postadas naqueles dias. Quis começar a não querer saber e se determinou. Nem bem sabe quando foi que aconteceu, muito provavelmente no meio de uma tarde bem bonita.

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Me esquece. parte VI.

Viu o nome da pessoa em bold na caixa de emails, sentiu frio na barriga, palpitação no peito, boca seca, estado imediato de euforia, em seguida se concentrou, reencontrou o próprio centro, abriu o email, leu e fechou. E a vida seguiu, e agora sintomaticamente, com uma dor de cabeça que nenhum Lisador era capaz [...]

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Me esquece. parte V.

Não esquecer é se permitir ao sofrimento. Não precisa, ninguém precisa sofrer. Se dói, deixe doer, a vida naturalmente se encarrega de dar fim à dor. Esquecer é, mesmo doendo, continuar. Esquecer é conviver com a dor, e não permitir que ela altere uma vírgula no andamento da carruagem. Esquecer é não esquecermos de nós [...]

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Me esquece. parte IV.

Não esquecer é responder email. É dar corda, mesmo que seja uma corda para o nada. O nada aparentemente inofensivo é um nada bastante perigoso. Esquecer é ver o nome da pessoa em bold, sentir frio na barriga, palpitação no peito, boca seca, estado imediato de euforia, mas em seguida se concentrar, reencontrar o próprio [...]

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Me esquece. parte III.

Não esquecer é ficar remoendo as coisas ruins, os momentos de crueldade do outro, ou de estupidez, ou de insensatez, ou de emputecimento, whatever. Não esquecer é se agarrar nas lembranças ruins e interpretar o papel de pobre-coitado para si mesmo. Esquecer é ser generoso com o que houve e seguir e se preocupar somente [...]

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Me esquece. parte II.

Não esquecer é querer saber do outro, é perguntar, é abordar. Se o outro não fala, não responde, não corresponde à sua ânsia de saber, você vasculha, segue os rastros, as pegadas, até encontrar qualquer notícia ou informação. Esquecer é se negar a ler, a ver, a saber. Esquecer é ignorar os vestígios.

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Me esquece.

Não esquecer é lembrar. Das coisas boas ou das ruins, tanto faz. É mastigar a pessoa no pensamento. É transformar o outro em chiclete e ficar na repetição do movimento, alimentando e preenchendo qualquer buraco ou falta com o pensamento no outro. Esquecer é matar a outra pessoa dentro de você, não pensando nela, simplesmente. [...]

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Resumo. Ou uma tentativa de.

O tempo é pouco e eu queria falar de muitas coisas. Nem são tantas, só algumas coisas. Por exemplo, do último final de semana, que apesar de não ter ido até Canarana no casamento da minha queridíssima amiga Nat, de não ter feito fotos incríveis no inteirior do MT, de não ter passado dias divertidos [...]

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Origens.

Sim, 2007 nem acabou e eu já posso afirmar que foi o ano das mudanças. Não, não, não é nada disso. Ano de mudanças na minha vida costumam ser todos, e 2007 foi mais do que isso, foi atípico mesmo: foi o ano em que retomei algumas atividades, atitudes e posturas que haviam ficado lá [...]

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Fazia muito tempo que não me surpreendia com a forma de escrever de qualquer pessoa que possa ser achada por aí no universo blogueiro. E me surpreendi recentemente. E muito. Teve dias que li vários posts de uma só vez e me emocionei, com todos eles. Teve dia que li duas linhas jogadas e elas [...]

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Odete foi viajar, como que provando pra si que podia ser feliz, desafiando a si mesma, perpetuando suas escolhas ainda não praticadas, mas tão desejadas. Levou consigo um cúmplice, com quem se divertiu por dias, amanheceu, anoiteceu, viu mudar a paisagem. Mas nos caminhos revisitados, no silêncio das bocas enquanto o barulho das ondas [...]

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