(Da série: As músicas que ouvi com você. – Parte III)
Ela tinha suas verdades de pós-adolescência. Ele tinha conhecimento pra dar e vender. Os dois, bons argumentos. Com o passar do tempo, a provocação foi dando cada vez mais espaço para a troca, o interesse na opinião do outro. Ela falava horas sobre teatro, conteúdo e estética na arte, meditação, terapia. Ele sobre física quântica, sobre ficção científica, psicologia, religião. Os dois sobre cinema, literatura nacional, futebol. E foram crescendo os espaços de silêncionos momentos em que um dos dois pegava a vez da palavra. E assim foi crescendo a relação. E assim os dois ficavam com mais vontade de serem convencidos pelo argumento do outro.

bonito isso…
Ah, e não é isso que é o mais gostoso???