Vasculho um olhar com meus dedos por entre os cabelos de um moço, folheio uns autores novos na livraria, leio placas e muros pixados, busco em nuances de grafites, garimpo uma expressão enquanto desvio de um beijo, faço charme e olho fixamente esperando reação semelhante.
Simulo a espera de um ônibus que nem quero pegar porque estou de carro, mas com calma espero, vai ver que elas vêm de longe, de transporte público, sabe como é o trânsito de São Paulo. Será que quando chegarem eu reconheço? Será que elas vêm vestidas de cinza, da cor desse céu leitoso quando a tarde cai?
Carência de olhar e me sentir brilhar os olhos.
Cadê aquelas poesias? Onde é que elas se enfiam quando se escondem tão despudoradamente de mim?
Eu vi uma agorinha, bem aí, ó :)
mas vc já encontrou em todos os lugares!
Adorei ler o que aqui é escrito. Gosto de São Paulo. Gostei da maneira como se expressa.